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Correção do FGTS 2014

Há mais de 15 anos, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS vem sendo acumulado com um índice bem menor em relação à inflação anual, que é calculada com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC.  Todos os meses, mais especificamente no dia 10 de cada mês, o saldo do FGTS é atualizado, seguindo a fórmula: 3% ao ano mais Taxa Referencial – TR. Considerado o período compreendido entre Julho de 1999 a Fevereiro de 2014, o seu reajuste foi calculado em 99,71%, já a inflação, no mesmo período, sofreu um reajuste de 159,24%, o que corresponde a um déficit de bilhões de reais nas contas dos trabalhadores.Para termos uma ideia melhor da diferença que essa forma de cálculo faz para os trabalhadores, basta calcularmos o reajuste sobre o FGTS de um trabalhador cujo saldo é de R$ 10 mil em Junho de 1999 e sem depósitos posteriores, considerando a regra atual de reajuste, o valor seria de apenas R$ 19.901, mas se fizermos o cálculo pelo INPC, esse valor subiria para R$ 40.060. Ainda com base nesses cálculos, só neste ano, cerca de R$ 6,8 bilhões deixaram de entrar no bolso dos trabalhadores. Em 2013, o déficit foi de R$ 27 bilhões.

Correção do FGTS 2014

Essa diferença tem sido motivo para ações na Justiça por parte de milhares de brasileiros, que tentam uma mudança na correção do fundo. Tais ações solicitam que o rendimento do FGTS, que é calculado com os 3% ao ano mais a TR, passe a ser de 3% ao ano mais atualização por um índice de inflação, como o próprio INPC ou outros como o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.

A situação atual é preocupante para o governo, milhares de brasileiros tentam conseguir na Justiça uma mudança na correção do fundo, além das centrais sindicais que também estão movendo ações coletivas e atraem mais trabalhadores devido aos preços mais baixos que os cobrados pelos advogados.

Resumo do Dia

About Lucas Souza Publicidade

Jornalista e Blogueiro.